Rosa viveu numa época de grandes confrontos, entre
os poderes do pontificado e do imperador, somados aos conflitos civis
provocados por duas famílias que disputavam o governo da cidade de Viterbo. Ela
nasceu nesta cidade num dia incerto do ano de 1234. Os pais, João e Catarina,
eram cristãos fervorosos. A família possuía uma boa propriedade na vizinha
Santa Maria de Poggio, vivendo com conforto da agricultura.
Envolta por antigas tradições e sem dados oficiais
que comprovem os fatos narrados, a vida de Rosa foi breve e incomum. Como sua
mãe, Catarina, trabalhava com as Irmãs Clarissas do mosteiro da cidade, Rosa
recebeu a influência da espiritualidade franciscana, ainda muito pequena. Ela
era uma criança carismática, possuía dons especiais e um amor incondicional ao
Senhor e a Virgem Maria. Dizem que com apenas três anos de idade transformava
pães em rosas e aos sete, pregava nas praças, convertendo multidões. Aos doze
anos ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, por causa de uma visão em
que Nossa Senhora assim lhe determinava.